quinta-feira, 26 de maio de 2011

VAI COM CALMA NEYMAR!


Neymar diz 'sempre querer mais' e não entende motivo de ter levado cartão

'Com Neymar sempre tem cartão', reclama o atacante depois de elogiar atuação do Santos. Edu Dracena também exalta desempenho da equipe

Por Adilson Barros e Julyana TravagliaSão Paulo
A vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, na última quarta-feira, ainda não garante a vaga na final da Libertadores para o Santos (veja vídeo ao lado). No entanto, o resultado dá ao Peixe a vantagem do empate na partida de volta, em Assunção, na próxima quarta-feira. O desempenho não foi dos melhores, mas foi motivo de elogios de Neymar.
- O Santos sempre quer mais. Foi uma bela apresentação, mas queremos mais. Valeu pelo empenho, pela dedicação. Agora, é descansar e pensar no próximo jogo – comentou o atacante.
Neymar deixou o estádio do Pacaembu sem entender o motivo pelo qual levou um cartão amarelo ainda no primeiro tempo. Ele acha que houve exagero por parte da arbitragem. Em determinado momento, ele arrancou uma malha de mangas compridas que usa por baixo da camisa 11. O auxiliar viu e entregou o jogador, que acabou levando o amarelo.
- Falaram que eu só poderia ter tirado a camisa com autorização, mas eu não tirei a camisa do Santos. Foi só essa que estava por baixo. Por isso, não entendi direito. Fazer o quê? Com o Neymar sempre tem cartão – disse, rindo.
Além do esforço, a defesa também foi exaltada. O fato de não ter sido vazado em casa dá ao Santos uma boa dianteira no confronto decisivo no Paraguai.
- Foi importante não ter levado gol. Agora, cada gol que fizermos lá no Paraguai vai complicar para eles. O time jogou bem, se entra essa última bola do Alanzinho seria melhor, mas o time está de parabéns – disse Edu Dracena, o autor do gol da partida.
Alan Patrick arrematou à queima-roupa já nos acréscimos e obrigou o goleiro Barreto a fazer uma grande defesa com o pé. Mesmo sem o tento do meia, Edu Dracena se mostrou confiante na vitória, já que os paraguaios tiverem rendimento melhor fora de casa do que em Assunção.
- O Cerro joga melhor fora do que em casa. Eles avançaram nas outras fases jogando fechadinho e saindo no contra-ataque. Temos de continuar crescendo, tranquilos. A cada jogo, o time mostra que é aguerrido – ressalta o jogador.

MANO ABRE O JOGO!


26/05/2011 07h45 - Atualizado em 26/05/2011 09h46

Mano abre o jogo: Seleção, Neymar, 



Ronaldinho, Ganso... e muito mais

Treinador afirma que não é o momento de chamar o atacante do Fla e que astro do Santos tem tudo para se tornar um dos craques do futebol mundial

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
Ele fala pausadamente. Mede cada resposta, fitando, com os olhos tremendamente azuis, o olhar do interlocutor. Preparo. Método. Luiz Antônio Vencker Menezes transpira método. E transmite preparo. Há sete anos, nem em seus sonhos mais destemidos ele imaginaria estar onde está. Não imaginaria que seu apelido - Mano - estaria na boca de cada brasileiro. Que seu olhar compenetrado se espalharia por jornais do país inteiro. Mas Mano Menezes chegou - e como chegou.
Dedicado, compenetrado e direto - o treinador, que  assumiu a Seleção Brasileira após a derrota na África do Sul, renovou a Seleção em diversos sentidos. Jogadores, estilo, hábitos - tudo mudou. As semelhanças entre a era Dunga e a era Mano começam e terminam no sotaque. São dez meses de trabalho - e dois amistosos antes da primeira competição oficial. Holanda, no dia 4 de junho, no Serra Dourada, em Goiânia, e Romênia, no dia 7, no Pacaembu, em São Paulo, são aperitivos para o primeiro grande teste de Mano: a Copa América.
Para falar desses dez meses - e do que vem pela frente, o treinador recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM em seu condomínio na Praia da Barra da Tijuca,  Zona Oeste do Rio de Janeiro. Num dia de céu azul, um elegante Mano de camisa azul falou sobre Neymar, Paulo Henrique Ganso, Kaká, Conca, Ronaldinho, Copa América, adversários, Dunga, preparação, futebol bonito etc. A entrevista, que foi realizada antes da primeira rodada do Campeonato Brasileiro, será publicada em três partes. A primeira você pode conferir a partir de agora:
GLOBOESPORTE.COM: Após a convocação, chamou a atenção a ausência de perguntas na entrevista coletiva sobre Ronaldinho. Isso te surpreendeu? 
MANO MENEZES: Em relação ao Ronaldinho, existe um entendimento geral de que esse não é o momento. Se ele vai voltar a ter o momento, isso vai depender única e exclusivamente do Ronaldinho. E como a expectativa da chegada dele ao Flamengo foi bastante grande, o torcedor ainda não está satisfeito com o resultado final. Ali na frente, ele pode ficar mais satisfeito com o resultado final, aí ele pode querer o Ronaldinho na Seleção e provavelmente, se essas questões todas mudarem, o técnico também vai querer. Sinceramente, não sou cobrado com veemência para que convoque esse ou aquele. As pessoas estão entendendo que o trabalho é coerente. Sempre tem aquele torcedor mais apaixonado que pede o seu jogador na Seleção Brasileira e acho isso positivo. Mas as pessoas estão vendo o trabalho com o respeito que eu gostaria.
Mano Menezes durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Mano durante a entrevista no condomínio na Barra da Tijuca (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
GLOBOESPORTE.COM: Além da ausência do Ronaldinho, você também não convocou o Marcelo, lateral-esquerdo do Real Madrid. As declarações do jogador pesaram?
Mano Menezes durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Mano Menezes comenta desempenho de Neymar e
Lucas (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Nós convocamos 28 jogadores. Falar de ausências é quase que uma injustiça e uma incoerência. Temos 28 jogadores para falar sobre sua convocação. É natural no futebol brasileiro que mesmo com uma convocação dessas fiquem fora ainda jogadores que na opinião das pessoas poderiam estar. Nós tivemos uma conversa com o Kaká porque ele não está em condições de brigar por essa vaga na Seleção novamente. Isso pode vir a acontecer lá na frente. Sempre deixei claro que não são esses detalhes, como uma entrevista do Marcelo ou uma lesão, que são determinantes para excluir. O técnico não tem o direito de fazer isso por questões meramente pessoais, por pequenos melindres, a retirada de um jogador. Mas ao mesmo tempo que você não exclui jogadores por essa condição, você também não os coloca por condições que não sejam aquela que analisa claramente o momento, da importância. Vamos analisar a questão dos laterais. Você pesa a característica do outro lado. Temos quase um ponta que é o Daniel Alves. Você precisa pensar na formação de uma equipe pensando nisso. E lógico que você leva em consideração o jogador que está mais à disposição sempre. Você vai levar 22 jogadores para o torneio e você não pode se dar ao luxo de não ter um deles na hora mais importante. As coisas precisam ser claras quanto a isso. Não é por declaração, por questões pessoais, é por aquilo que acreditamos ser o melhor para a Seleção Brasileira.
As pessoas podem até não cobrar, mas um outro nome têm sido citado pelas ruas, não?

Quando o Fluminense foi campeão brasileiro, o torcedor do Flu pedia muito o Conca na seleção. E isso é o sentimento natural da paixão. É o seu maior jogador, o escolhido, o craque. Infelizmente, nesse caso, não é possível.
No futebol valorizamos muito o gol e quem faz o gol. Mas para fazê-lo existe uma questão básica. Você só faz o gol com a bola, então precisa tê-la"
Mano Menezes
O brasileiro valoriza pouco o desarme e mais a posse de bola. Mas temos uma geração que tem buscado o desarme. É por aí mesmo?
É bom estabelecermos uma diferença bastante clara. Não há dúvida que o brasileiro, como um todo, gosta de ataque. E não é só no futebol. No basquete, o povo gosta muito mais da cesta do que da briga pela bola para fazer a cesta. Nós valorizamos o produto final. No futebol valorizamos muito o gol e quem faz o gol. Mas para fazê-lo existe uma questão básica. Você só faz o gol com a bola, então precisa tê-la. Ou manter a posse se bola - como faz por exemplo o Barcelona, a seleção da Espanha. Mas você muitas vezes não consegue manter na mesma proporção, porque não tem a qualidade de equipe para poder fazer isso. Então você trabalha com o futebol de retomada, transição e contra-ataque. Eu acho que é possível fazer das duas maneiras, mas existe uma diferença da retomada de bola também.
Existem diferenças do Brasil atual para o de outras Copas do Mundo. Na Copa de 94, o Brasil era especialista em retomar bolas - e isso não é pouco valorizado?
O Brasil do Mauro Silva e do Dunga não retomava a bola no campo do adversário, porque tínhamos dois atacantes que não participavam dessa retomada: Bebeto e Romário. Em função disso, o Parreira foi escolher a maneira de fazer essa retomada um pouco mais atrás. Então o Brasil, tradicionalmente, compôs, se organizou, marcou por zona, e quando da retomada de bola, estava pronto para o ataque que gostamos tanto. O Barcelona e a Espanha fazem a retomada no campo do adversário, então isso exige a participação imediata dos atacantes. Como filosofia, o jogador que perdeu a bola é o primeiro jogador a combater para retomada. Mas isso é uma cultura, e quando falamos isso para um jogador brasileiro, para um atacante brasileiro, ele mesmo tem arrepio.
Essa postura tem mudado nos clubes?
A maioria dos técnicos brasileiros está trabalhando assim já, com mais veemência nos clubes. Nossos jogadores se conscientizaram mais disso, porque tiveram problemas na Europa, porque começaram a ser reservas por não querer participar desse processo. Eu me lembro que um ou dois anos atrás, eu vi uma entrevista do Luis Fabiano quando ele estava vivendo um momento muito bom no Sevilla. E ele se referiu exatamente a essa questão, de ter tido muitos problemas no Porto por não marcar - e porque ele se transformou num dos principais atacantes da Europa e da Seleção Brasileira. Era porque ele começou a fazer parte desse processo de retomada.
Neymar no treino da Seleção em Londres (Foto: Divulgação/Mowa Press)Chamado de craque por Muricy, Neymar ganha
elogios de Mano (Foto: Divulgação/Mowa Press)
O Muricy disse na festa do Paulistão que o Neymar é um craque e está caminhando para ser um gênio. Acha que é precipitado esse rótulo?
O brasileiro gosta de rótulos e não vamos eliminá-los. O torcedor gosta, precisa de jogadores como o Neymar para continuar tendo essa paixão incrível que ele tem pelo futebol, essa paixão que nos move, que nos fez cinco vezes campeões do mundo, então não vejo necessidade nenhuma de não fazermos isso de períodos em períodos para determinados jogadores. Eu procuro ter o cuidado, porque a nossa exigência deve ser alta, porque nos acostumamos assim, exatamente vendo os grandes jogadores que sempre produzimos. Para mim o craque é aquele que decide o jogo quando todo mundo espera que ele vá decidir o jogo. O craque decide o jogo quando todo mundo resolve marcá-lo para que ele não decida. E isso com consistência. Um jogo, dois jogos, um campeonato, dois campeonatos, um ano, dois anos, três anos. Então, é assim que procuro me definir quanto essas questões de rótulo. E Neymar está caminhando mesmo para isso. Agora, para se transformar nesse craque que achamos que ele tem potencial, ele tem de fazer isso em outro patamar. E as oportunidades vão vir agora com a Seleção Brasileira, com o Santos na Libertadores, porque a exigência é exatamente essa. E as coisas vão começar a acontecer em outro nível para ele agora.
Pretende explorar o entrosamento de Lucas e Neymar na Copa América?
Os dois jogadores estão convocados. Para ter uma equipe forte, você precisa ter o equilíbrio dessa juventude toda, com talento, com os jogadores que já fizeram parte de trajetórias vencedoras e até algumas com derrotas marcantes. Os jovens, às vezes, enxergam mais as vitórias, acreditam que são sempre possíveis, e não têm receio de absolutamente nada. Essa falta de um receio faz com que você se atire de peito aberto em todas as situações e é bom ter alguém do lado, que já passou por uma derrota forte, para dizer para ir mais devagar que do outro lado também tem gente de qualidade. Para dizer que é a hora de dosar, de colocar os pés no chão na hora da euforia. Na hora das críticas, o que pode vir a acontecer, afirmar que você não deixou de ser qualificado, de ser o cara importante, acendendo essa força interior, essa motivação. Acho importante ter tudo isso no grupo, sabendo o momento certo de aproveitar tudo isso. A única coisa que eu não posso deixar acontecer é perder a evolução desses jogadores. O Neymar está em um estágio à frente do Lucas, mas tenho que aproveitar esse momento e fazê-los chegar a 2014 muito fortes e bem preparados para disputar uma Copa do Mundo. Essa é a missão que tenho.
Já tínhamos expectativas altas sobre o Neymar e nem tão altas sobre o Lucas. Quando terminou a competição, os dois jogadores estavam praticamente no mesmo nível"
Mano Menezes
Essa geração é talentosa. Você acha essa geração homogênea ou as revelações são esporádicas, apenas em algumas posições?
Temos um número muito grande de talentos em todas as posições e isso criou uma expectativa muito positiva. O sub-20, quando iniciou, reuniu um grupo de alta qualidade para jogar a vaga no Mundial e na Olimpíada. Já tínhamos expectativas altas sobre o Neymar e nem tão altas sobre o Lucas. Quando terminou a competição, os dois jogadores estavam praticamente no mesmo nível. Além deles, ainda surgiram o Casemiro, o Alex Sandro, o Danilo. Você vai vendo que outros jogadores se aproximaram desse nível alto e se criou uma perspectiva para a continuação deles na Seleção principal. Em um primeiro momento trouxemos Lucas e Neymar, que já havia feito parte das primeiras convocações. Na Seleção Olímpica, nós vamos usar um número maior deles. O somatório disso é que vai ser importante porque teremos ao lado dos jogadores com uma trajetória maior o famoso equilíbrio, a maturidade da equipe, para que a seleção seja confiável e se torne uma favorita para conquistar o título da Copa do Mundo de 2014.
Essa geração tem demonstrado personalidade, o Neymar e o Ganso em especial. Tivemos o caso célebre da final do Paulista de 2009, em que o Ganso se recusou a sair e decidiu o jogo...
Essa questão da personalidade é individual. Isso você não coloca no jogador. Ou ele tem ou não tem. Existe o jogador que no momento mais difícil dá uma sumida do jogo. Outros crescem. Isso não tem idade. É questão de personalidade. Discordo daquela questão da final do Campeonato Paulista, discordo bastante. Uma coisa é ter personalidade e outra é indisciplina. Indisciplina não cabe em trabalho nenhum. Ela nunca termina bem. Demora um pouco mais, mas vai aparecer ou vai deixar uma feridinha aberta, que lá na frente pode se transformar em algo maior e sempre vai ser prejudicial. Não sou radical na questão do relacionamento, sou um técnico aberto porque penso que o jogador precisa assumir a responsabilidade dentro do trabalho. Para ele assumir, ele precisa ser ouvido e quando falar, falar com responsabilidade porque precisa entender o seu papel no grupo. Não tenha dúvida que isso é diferente em alguns jogadores e essa diferença os faz ficar maiores. Basta deixar claro que isso precisa ser sempre em favor do bem maior.
Mano Menezes durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Mano Menezes sorri durante entrevista na Barra
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Você acha que Ganso errou?
Quando você está de fora, você nunca tem todas as informações de como aconteceu algo dentro de um jogo de futebol. Aquela resposta pode ter sido absolutamente normal. Alguém poderia estar perguntando se ele queria sair e ele respondeu para conferir informação. Ele pode ter feito um sinal que não havia necessidade de fazer. A maneira como o assunto foi tratado pela imprensa é que eu não concordo. A grande maioria naquele momento considerando que ele não quisesse sair achou que era uma questão de personalidade. Se mesmo você quiser ficar e o comandante achar que você deve sair, bom, você não pode inverter as ordens das coisas, não é mesmo?
Nesta sexta-feira, a segunda parte da entrevista de Mano Menezes ao GLOBOESPORTE.COM. O treinador vai falar do contato com o povo brasileiro e das observações constantes da comissão técnica da Seleção Brasileira aos atletas que atuam no país e no exterior.
*Participaram da entrevista os jornalistas Gustavo Poli, João Garschagen, Leandro Canônico, Márcio Iannacca e Thiago Lavinas.

OLHA O QUE ACONTECEU?!


26/05/2011 09h16 - Atualizado em 26/05/2011 11h10

Laje desaba e carro vai parar dentro de casa na Zona Leste de SP

Uma pessoa ficou ferida em acidente, segundo os bombeiros.
Desabamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (26). 

Do G1 SP
O desabamento de uma laje deixou pelo menos um ferido na manhã desta quinta-feira (26) no Rua Nova Bahia, no Parque São Rafael, na Zona Leste de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A vítima ficou com o braço preso. Um carro foi parar dentro do  (Foto: Reprodução/TV Globo)O desabamento de uma laje deixou pelo menos um ferido na manhã desta quinta-feira (26) no Rua Nova Bahia, no Parque São Rafael, na Zona Leste de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A vítima ficou com o braço preso. Um carro, que provavelmente estava sobre a laje, foi parar dentro do imóvel. Quatro equipes dos bombeiros seguiram para o endereço (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ainda não há outras informações sobre o que provocou o acidente (Foto: Reprodução/TV Globo)Por volta das 9h, não havia outras informações sobre o que provocou o acidente (Foto: Reprodução/TV Globo)

BULLYING, QUANDO ISSO VAI TERMINAR?


26/05/2011 10h08 - Atualizado em 26/05/2011 10h26

Vítima de bullying teria pago mais de 



mil reais para não apanhar, diz polícia

Aluno grava conversa com agressor que faz ameaças e pede mais dinheiro.
Casos de violência nas escolas de Campo Grande passam de 250 em 2011.

Da TV Morena
Um estudante de apenas 13 anos, vítima de bullying em uma escola pública de Campo Grande, já teria pago mais de mil reais para não ser agredido pelos colegas. A polícia começou investigar o caso após a denúncia da família. Para obter provas, a vítima passou a gravar as ameaças.

Em um trecho, o agressor pede mais dinheiro:
Agressor: “Você falou pra um cara aí que eu estava indo pedir dois real pra você todo dia, aí”
Agressor: “Vou te arrebentar, bicho”
Agressor: “Quanto que dá pra você me arrumar?”
Vítima: “Quarentão”
Na Delegacia Especializada no Atendimento da Infância e Juventude (Deaij), o estudante contou que sofria ameaças há um ano. No início, para não apanhar, ele disse que fazia as tarefas escolares do agressor, depois comprava lanches na escola e por fim começou a dar dinheiro. Ele já teria pago nesse período cerca de mil reais.
Depois de ouvir as gravações telefônicas, a polícia começou a monitorar a vítima que marcou um encontro com agressor para entregar o dinheiro em um terminal de ônibus. Disfarçados de passageiros os investigadores ficaram de campana. Quando o agressor pegou o dinheiro, os policiais apreenderam o adolescente pelo crime de extorsão.
“Quando foi feita a abordagem, o menino urinou. Não esperava ser repreendido”, disse a delegada que investigou o caso, Aline Sinnott Lopes. O adolescente confessou o crime e foi liberado em seguida.
O inquérito já foi encerrado e o relatório final enviado para o Ministério Público Estadual (MPE), que deve levar o caso para o juiz da Vara da Infância e Juventude que vai decidir de que forma o adolescente será punido.
A delegada que investigou o caso diz que situações assim são comuns nas escolas públicas e privadas do estado. Dados da polícia civil mostram que do começo do ano até agora foram registradas 258 ocorrências de lesão corporal e ameaças nas instituições de ensino da capital.

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SER HUMANO, PROCURANDO A PERFEIÇÃO,PROCURANDO O SEU CAMINHO....